Mobilidade urbana
Mobilidade urbana
Mobilidade urbana é tudo que diz respeito ao deslocamento das
pessoas dentro do perímetro urbano.
Essa possibilidade de locomoção deve ser provida pela própria cidade, de maneira que seus habitantes possam exercer seu direito de ir e vir livremente, de forma rápida e eficiente. A cidade deve disponibilizar a infraestrutura e as ferramentas para essa movimentação, com transporte público viário, ferroviário e fluvial com sistemas inteligentes.
Essa possibilidade de locomoção deve ser provida pela própria cidade, de maneira que seus habitantes possam exercer seu direito de ir e vir livremente, de forma rápida e eficiente. A cidade deve disponibilizar a infraestrutura e as ferramentas para essa movimentação, com transporte público viário, ferroviário e fluvial com sistemas inteligentes.
Problemas e desafios do transporte público urbano
Um dos direitos fundamentais das
pessoas é o de ir e vir. No entanto boa parte das metrópoles brasileiras não
tem conseguido viabilizar esse direito de forma satisfatória. A mobilidade das
metrópoles como São Paulo e Rio de Janeiro, por suas dimensões, mostra-se como
os piores casos no Brasil.
As metrópoles brasileiras
cresceram muito rápido no período de 1930 a 1980. Elas expressavam a mudança
intensa pela qual passou a economia brasileira, deixando de ser
agrária-exportadora para industrializada. A mudança da matriz econômica
caracterizou-se por intenso movimento migratório campo-cidade. O Brasil agrário
torna-se o Brasil urbano.
De outro lado, uma das
estratégias adotadas para desenvolver o setor industrial no Brasil foi
priorizar a indústria automobilística. A produção de automóveis envolve a
expansão e a consolidação de diversos setores econômicos (produção de insumos,
combustível, desenvolvimento do mercado de crédito e financiamento).
Transporte individual x
coletivo
Mas tudo tem um preço. E o preço
que pagamos foi caro. O automóvel individual foi prioridade dos investimentos
em mobilidade urbana (e em boa parte dos casos ainda é). Túneis, vias expressas
e investimentos correlatos superaram aqueles dedicados aos diferentes modais.
Mesmo no modal rodoviário, do
ponto de vista de espaço ocupado nas vias públicas, os automóveis tiveram
prioridade, na maioria das vezes, em detrimento dos ônibus.
A intensa migração, o encarecimento
dos terrenos centrais, mais bem situados, e demais fatores criaram incentivos
para a configuração espacial das nossas metrópoles: as classes de menor poder
aquisitivo acabam por se concentrar nas periferias. Lá os preços dos terrenos
são menores, compensando a baixa acessibilidade e a insuficiência de
infraestrutura.
Ou seja, a classe com menores
condições reside distante dos locais de emprego, consumo e entretenimento. Além
disso, essa classe depende de transporte público pouco eficiente e de baixa qualidade,
pois este não foi priorizado ao longo de décadas.
Mais ainda, quando membros dessa
classe conseguem obter crescimento de renda e acesso a crédito,
desprivilegiados que são em sua mobilidade, têm como principal impulso a
aquisição de automóveis. Isso, por sua vez, somente agrava ainda mais o quadro
de engarrafamentos em massa das metrópoles.
A cidade de São Paulo, que registra quilômetros de
engarrafamento todos os dias em diversas regiões. Estima-se que o cidadão
paulista gasta anualmente 45 dias parado no trânsito, o que compromete a sua
qualidade de vida.
A alta concentração de automóveis também prejudica
o meio ambiente, devido aos gases poluentes emitidos pelos veículos. Isto tem
criado uma grande demanda por alternativas de transporte sustentáveis.

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