A Inclusão da Pessoa com Deficiência Física no Mercado de Trabalho
A Inclusão da
Pessoa com Deficiência Física no Mercado
O Século XXI marca um grande movimento de inclusão da pessoa com deficiência no mercado de trabalho.
De 2001 a 2005, o número de deficientes empregados no Estado de São Paulo saltou de 601 para 35.782. A cada dia, mais empresas buscam se enquadrar na chamada Lei de Cotas, que obriga a contratação de 2% a 5% de funcionários com deficiência.
Por causa das dificuldades, muitos profissionais com deficiências desistem de buscar uma vaga no mercado de trabalho. Outro motivo apontado para a exclusão desses profissionais é a falta de qualificação.
De acordo com Andrea Goldschmidt, professora da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing) e sócia da Apoena Social, a lei tem o mérito de gerar possibilidade de inclusão no mercado de trabalho para os deficientes, mas não leva em consideração as limitações de encontrar profissionais que realmente querem e podem trabalhar. "A valorização deles é grande, mas poucos têm formação adequada".
A Lei de Inclusão Social, aprovada em
2004, obriga as empresas com mais de cem funcionários a ocupar de 2% a 5% das
vagas com deficientes. Mas esse tipo de inclusão, de acordo com o Conade
(Conselho Nacional dos Direitos das Pessoas Portadoras de Deficiência Física),
esbarra em algumas dificuldades para o deficiente.
Segundo o presidente do conselho,
Alexandre Carvalho, dentre os maiores obstáculos que os deficientes enfrentam,
estão o preconceito por parte dos colegas de trabalho, a necessária adaptação
de ambientes de trabalho, como rampas e alargamento de portas, e a dificuldade
de comunicação com pessoas cegas e surdas.
Capacitação
É hora de cumprir a determinação, de
maneira eficiente, econômica e que proteja os interesses de sua empresa. Muitas
empresas, apesar dos seus esforços, têm encontrado dificuldades para
desenvolver projetos bem estruturados, que cumpram as exigências da Lei de
Cotas. Elas esbarram nas discriminações do passado. Deficientes com frequência
eram excluídos, pela própria família, do ensino com qualidade e do convívio
social. Pessoas com diferentes tipos de deficiência podem exercer praticamente
qualquer atividade profissional. Nesta fase de transição, entretanto, encontrar
mão-de-obra qualificada tem sido um desafio.

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